quarta-feira, 4 de março de 2009

I grew up in a place called Galiza

Ao igual que ocorrera o 23 de Fevereiro com os Oscar, o Domingo 1 de Marzo também se celebrou umha entrega de prémios. Esta nom tinha tanto glamour como a americana, mas havia muito em jogo, o destino dum país. A gala foi organizada pola Xunta de Galicia e também contou com muitas categorias. Mas a que realmente lhe importava a maior parte da gente era a de "Presidente do Governo Galego". Nesta categoria havia muit@s nominad@s, mas destacavam três: Alberto Núñez Feijoo, Emilio Pérez Touriño e Anxo Quintana.

O que jogava com vantagem era Touriño. Ia de primeiro em todas as quinielas, e já recebera o prémio havia quatro anos. O Quintana nom contava para ninguém, polo menos nesta categoria, e Feijoo, quase que tampouco. Tod@s aguardavam com desespero o resultado. O povo soberano emitira os seus sufrágios, mas ainda nom se conhecia o galardoado. Sobre as dez da noite comezarom-se a saber os primeiros dados, que por outra banda nom gostavam nada aos vencedores da anterior gala. A final, e contra tudo pronóstico, ou nom, foi Alberto Núñez Feijoo que se erigiu como novo "Presidente do Governo Galego".

Como é normal neste tipo de celebraçons, o premiado subiu ao estrado recolher o seu galardom e leu o discurso com os agradecimentos. Os primeiros em ser nomeados forom os membros do seu partido. A eles felicitou-nos pola campanha que figeram, em especial a um. Continou com o bipartito; afirmou que se nom fosse por eles e polo seu continuísmo a respeito da política que herdaram, hoje nom seria Presidente. Também houvo umha mençom especial a UPyD e a TeGa, por conseguir restar-lhe votos à coalizom de governo. Quando parecia que terminara com os seus elógios, dedicou-lhe umhas palavras a tod@s aqueles/as votantes que, estando de acordo com o tandem PSdeG-BNG votaram em branco para puni-los. Para tod@s eles/as foi o discurso de Feijoo.

A gala acabou. Os nom premiados chorarom e pedirom desculpas pola derrota e o premiado foi celebrá-lo por tudo o alto -dim que umha vitória que nom aguardas e mais sadisfatória que umha coa que si contavas-.

Até dentro de quatro anos nom se voltará repetir a cerimónia e até daquela toca perguntar-se, que vai ser de nós?

3 pingas caídas nesta terra:

Frederik Tácito disse...

Ante todo é preciso mante-la compostura e ter paciencia, que ao mellor o inferno só dura catro anos.
De tódolos xeitos, estalle ben empregado ao bipartito, por non aproveitar os ineditos catro anos que o pobo galego lle outorgara para acabar para sempre coa política rastrera de era Fraga.
Iso sí, admirables as nobre e leais decisións dun Touriño que non quixo adiantar as elecións por iso de ser xusto, e que dimitíu en canto se coñeceu a derrota. Políticos con esa honradez -polo menos nese eido- era o que precisaba este país.

Un saudiño e ánimo

IFRAGAMOURE disse...

Que volte Beiras e sexa él quen lle dé unha boa patada no cú aos da UPG!!!. En fin, a aguantá-lo temporal como se poida. Ísto é Galiza e semella que non damos escarmentado.
Francamente penso,e coma tí ben comentas, que nin o propio Feijóo esperaba este "RESULTADO"...¡País, país...!!!.

O Garcia do Outeiro disse...

AGORA mais ca nunca cada um deve demonstrar de que lado é que está. A loita é o único caminho.

Venceremos nós!


Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou este tema
Que inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu se de inventar
O perdão
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal