quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um novo blogue

Hoje inaugurou-se um novo blogue, Ese estraño silencio (título tirado do livro de poemas de Modesto Fraga). Ainda que nel se escreverá de qualquer cousa o importante som as ligaçons, que pretendem ser umha ferramenta de ajuda aos filólogos de galego da USC. Embora, aguardo que, sendo ou nom filólogos, sirvam para algo.

Ah, outra cousa, a algum de vós chegará-vos um convite para que colaboredes no blogue. Se queredes aceitá-lo, aceitade-lo e senom, nom o aceitedes. Nom tendes que colaborar todos os dias, com umha actualizaçom esporádica abonda. Obrigado.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Que pouco mudárom as cousas em 24 anos!

Mirade o que dizia o Beiras sobre a Universidade hai 24 anos. Nom vos lembra isto a algo?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Prémio Dardos


Recebo o Prémio Dardos de parte de Modesto Fraga. Isto quer dizer que me toca continuar a cadeia e por isso coloco a seguir as regras e o que o prémio leva consigo:

"Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogger, emprega ao transmitir os mesmos por culturais, éticos, literários, pessoais, etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Este Prémio obedece a algumas regras:

1) Exibir a imagem do selo;
2) Linkar o blog pelo qual se recebeu a indicação;
3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prémio Dardos.

Assim sendo, repasso o Prémio Dardos para os bloggers abaixo, pelo valor que lhes reconheço":

À la belle étoille
As ovellas eléctricas
Memórias dum esquelete
O Afiador da Galiza

domingo, 11 de janeiro de 2009

"Galiza com Palestina. Nom ao massacre"

Já está ao vosso dispor o texto que se lerá na manifestaçom do domingo dia 18 que partirá às 12:00 horas desde a Alameda de Compostela até a Praça da Quintã. Está convocada e conta com o respaldo das organizaçons que assinam o Manifesto, que será finalmente ratificado no martes, dia 13 às 20:00 horas. Para lê-lo, premede na imagem.

CONTRA DA MASACRE SIONISTA EN GAZA

Para ler a nova publicada em Vieiros, de onde foi tirada a informaçom, premede aqui.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

59ª Aniversário do passamento do Companheiro Daniel

Para começar de novo coas actualizaçons deste blogue, nada melhor que faze-lo homenageando ao guieiro de tantas e tantas gentes deste nosso país chamado Galiza.

Guieiro que, pouco antes da meia-noite do 7 de Janeiro de 1950, no Sanatorio do Centro Gallego de Buenos Aires, falecia. El era, Alfonso Daniel Manuel Rodríguez Castelao (Rianxo, 30 de Janeiro de 1886 - Buenos Aires, 7 de Janeiro de 1950).

Para lembrá-lo, coloco-vos um vídeo da cançom "Compañeiro Daniel" de Suso Vaamonde.

Compañeiro Daniel de vida innumerable
como os astros do ceo i os camiños do mar
na tenebrosa noite da patria inhabitable
témoste no recordo con mao á luz alba.
A ti falo Daniel morto lonxe da terra
es noso i a túa luz alumea a escuridá
que nos deixou a historia de tres anos de guerra
en que os lobos mataron a luz e libertá.

Compañeiro Daniel, as pistolas sonaban
i enloitaron cunetas con sangue loitador
as pistolas sonaban i os panbidos berraban
a terrible victoria do odio e do terror.
E ti fúcheste lonxe predicar no deserto
pra erguerdes un exército que endexamais loitou
e morriches un día sin veres entreaberto
o camiño da volta que a túa alma soñou.

Pro na Patria abatida e do pobo explotado
nacimos nós os fillos da morte e do tristén
percurando furiosos vinganza e novo Estado
i unha roxa alborada sin cabo nin comén.
I a ti bo compañeiro que o furacán aleibe
matou desesperado na outra banda do mar
prometémosche a terra dunha Galicia ceibe
pra enterra- los teus ósos onde teñen que estar.

E, por se fosse pouco, coloco-vos também, umha ladainha do poeta fisterrám Modesto Fraga dedicada ao Mestre

A Castelao

Alborexaba a luz e, sen embargo,
escura dor de sombras nos traía
aquel xaneiro. Estraña noite fría
no irmandiño medulio máis amargo.

Alborexaba a luz e, sen embargo,
<<a verdade e a vida>> devecía
o luceiro da patria enmudecía
coa semente a abrollar, cruel letargo.

Alborexaba a luz e o pobo enteiro
-terra galega da nación chegada-
deixaba de alumar na noite esquiva.

Compañeiros do ilustre rianxeiro;
Gumersindo, Miguel, Virxinia, Prada:
<<¡a bandeira da patria segue viva!>>