A Nossa Língua é Internacional
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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Cea Homenaxe a Marcos Valcárcel en Ourense

O vindeiro sábado, día 29, os amigos/as e admiradores dunha das persoas máis sabias e de maior calidade humana que coñezo, Marcos Valcárcel, teremos ocasión de reunirnos con el para acompañalo nunha entrañable cea-homenaxe que terá lugar no restaurante San Miguel de Ourense.

Polo que a min respecta, salvo ataque biolóxico ou atómico de ultimísima hora que o impida (cousa que, por outra banda e polo ben común, agardemos non ocorra) estarei acompañando ao amigo nese acto de presentación do seu novo libro, Historia de Ourense (Edicións Xerais de Galicia, 2008), a bo seguro inzado de maxisterio e sabiduría por todas partes.

Para os/as que queirades sumarvos, velaí vai máis información:

CEA HOMENAXE a MARCOS VALCÁRCEL.

Ourense, Sábado 29 de Novembro de 2008 , ás 21:00 horas, Restaurante San Miguel.
RETIRADA DE TARXETAS:

As tarxetas para a asitencia á Cea poderanse retirar en Ourense, desde o venres día 7 de novembro, en tres lugares: No Liceo, na Casa da Xuventude e no Restaurante Sanmiguel. O custo da cea é de 30 euros.

Para aquelas persoas de fóra de Ourense que queiran asistir, habilitamos unha conta de Caixa Galicia (2091 0400 88 3040045410 ) na que poden facer o ingreso desa cantidade indicando o nome do participante. Posteriomente, o mesmo día da Cea pódese retirar a tarxeta no restaurante co resgardo da transferencia.
Dada a previsión dunha nutrida concurrencia, rógase efectuar estes trámites canto antes, e en calquera caso, pecharanse as listas de asistencia o día 25 de novembro.

INVITACIÓN ABERTA:

A Cea Homenaxe está aberta a todas as persoas interesadas, polo que che pedimos fagas extensiva a invitación a quen consideres oportuno.

Unha cordial aperta e moitas grazas a todos.

César Ánsias / Xoán Fonseca / Benito Losada / José Carlos Martínez-Pedrayo
Eustaquio Puga / Xosé Ramón Quintana / Xosé Trebolle / Afonso Vázquez-Monxardín

Texto e imagem tirados da web oficial do autor galego Modesto Fraga Moure

sábado, 15 de novembro de 2008

Entrevista completa a Beiras no programa, já extinto, "Somos unha potenzia"

Primeira parte


Segunda parte


Terceira parte


Última parte

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Amigos, non poss' eu negar


Amigos, non poss' eu negar
a gran coita que d' amor ey,
ca me vejo sandeu-andar,
e con sandece o direy:
os olhos verdes que eu vi
me fazen ora andar assi.

Pero quen quer x' entenderá
aquestes olhos quaes son,
e d' est' alguen se queyxará;
mays eu... ja quer moyra quer non:
os olhos verdes que eu vi
me fazen ora andar assi.

Pero non devia a perder
ome que ja o sen non á
de con sandece ren dizer,
e con sandece digu' eu ja:
os olhos verdes que eu vi
me fazen ora andar assi.

Johan Garcia de Guilhade

Esta cantiga é excepcional em vários sentidos: um, sendo umha cantiga de Amor nom encontramos a palavra 'senhor' que normalmente aparece nestas produções; dous, começa com umha evocaçom aos amigos, algo também estranho nestas composições; três, a mulher deixa de ser algo irreal para converter-se em umha mulher com os olhos verdes, traço polo que seria objecto de mofa o autor e polo que o chamariam alhos verdes, em fim, cousas da época. Como vedes, poderia seguir comentando esta cantiga, mas esses três traços concretos som os mais relevantes e fam que esta cantiga seja insólita.

domingo, 21 de setembro de 2008

Antónia Luna, professora de galego em Buenos Aires

"Eu nom o verei, mas o reintegracionismo vai prender"

Fundadora de Amigos do Idioma Galego e mestra de galego integrado na Argentina, Antónia Luna (85 anos) visita estes dias Noia, a vila de seus pais.

Antónia é galega mália nom nascer aqui. Fijo-o em 1923 em Buenos Aires, onde reside hoje e onde exerce de embaixadora da nossa cultura. Filha do presidente fundador da Sociedade dos Filhos do Partido Judicial de Noia em Buenos Aires, o seu achegamento a todo o que tivesse o galego como definiçom foi um jeito de evoluçom natural. De nena já recitava poemas de Rosalia ou Cabanillas, e quase que aprendeu a ler coa única página galega que os domingos incorporava o jornal "Correo de Galicia". Estes forom os seus primeiros contactos coa nossa língua, um idioma que, por certo, nom empregavam os seus pais acotio, empuxados por um contexto laboral eminentemente formado por argentinos e italianos: "o meu pai era sapateiro e nom empregava o galego porque nom tivo a oportunidade, emigrou com oito anos e já nom tinha ninguém com quem falá-lo", relata Antónia.

Àquelas forom as origens, mas os vencelhos de Antónia Luna coa nossa língua estreitarom-se com o passo dos anos: hai agora 31 inscreveu-se no seu primeiro curso no Centro Galego de Buenos Aires, lugar onde conheceria ao seu mestre, entom e agora, Higino Martins Estêvez. El introduciu-na no interesse polo galego integrado, já que o outro, para Antónia, nom é máis que "castrapo, um galego arruinado". Desde entom até hoje, o trabalho pola língua que exerce esta mulher na Argentina nom encontrou freio. De aluna passou a mestra e hoje colabora na Federación de Sociedades Galegas no ensino do galego. Tenhem uns 50 alunos, interessados todos eles no conhecemento do galego "nom deturpado polos hispanofalantes", se bem os mais topam dificuldades e lamentam que esse "nom seja o galego que falavam os seus avós". Neste caminho, Antónia mesmo viveu a expulsom do Centro Galego de Buenos Aires a onde "nos proibírom a entrada porque eramos reintegracionistas, nom queriam essa história porque já iam mestres desde Galiza pagados pola Administraçom para ensinar o galego da Junta (...) foi umha decisom tomada por questões políticas".

O galego e o lunfardo

Pero as achegas de Antónia ao estudo da nossa cultura nom terminárom aí. Fundadora de Amigos do Idioma Galego, no seu interesse em profundar na nossa lingua participou em diferentes congressos. Num deles recompilou o trabalho levado a cabo por professores de galego em Buenos Aires. Noutro, aproximou-se a unha questom bem desconhecida: fijo umha recolheita dumhas 80 palavras procedentes do galego–português que ficárom na língua lunfarda (argot de origem popular que hoje ainda se fala no Rio da Prata). Termos como gaiola (por cárcere) ou tamanco (por sapato ou zanco) entre outras de origem galega empregam-se ainda hoje em contextos menos cultos desta regiom argentina.

Expectativas para o futuro

Antónia vem agora de passar uns dias em Noia onde a sua família. De aqui também levou terra galega, da horta da sua nai (da Barquinha) e da do seu pai (de Albariça), umha terra que hoje preside a sua casa bonaerense e que lhe recorda aos parentes, a Noia e a Galiza, um país do que lhe custa muito ir-se. Aqui regressa cada três anos e hoje asegura que é mais optimista com o futuro da nossa lingua: "a partir do ano 1976 eu percebo muita mais gente falando galego, hoje fala-o toda a gente nova". Em quanto ao futuro do reintegracionismo, Antónia também asegura estar esperançada: "eu sinto que hai muito interesse, na Argentina falamo-lo, isso si, como sabemos (...) penso que acá se está luitando mui a sério, lá os que luitamos somos nós".

Para ler a nova em versom original premede aqui. Ademais, contem um vídeo coa protagonista desta história. Também a podedes ver no PGL.

domingo, 6 de julho de 2008

Fundaçom Artábria anuncia nova campanha a prol do Dia das Letras 2010 para Carvalho Calero

RAG elegeu hoje Ramón Pinheiro para o Dias das Letras 2009


PGL - A RAG elegeu hoje Ramón Pinheiro, o candidato pró-oficialista, como figura a homenagear no próximo Dia das Letras em 2009. Mais umha vez, as esperanças de todo o pessoal que tem trabalhado a prol do reconhecimento do Dia das Letras para Carvalho Calero batérom com a RAG e o roteiro marcado polo representante do "galeguismo difuso".

Mas a luita continua, da Fundaçom Artábria emitiram para já um comunicado através do qual anunciam que "desde hoje mesmo começa umha nova campanha para pedir que o ano 2010, em que se cumpre o 1º centenário do nascimento de Ricardo Carvalho Calero, seja o ano do professor ferrolano como figura reconhecida e homenageada".

A respeito de Ramón Piheiro, muitos sectores, além do próprio reintegracionismo, coincidem em classificar a sua figura como bem funesta para o galeguismo linguístico e político, nomeadamente na década de setenta e oitenta do século passado.

Comunicado da Fundaçom Artábria

Tendo conhecimento de que, mais umha vez, a Real Academia Galega voltou a rejeitar a proposta realizada pola nossa entidade, e apoiada por tantas outras associaçons, instituiçons, partidos, sindicatos, centros sociais, centros de ensino, etc, que durante o último ano reclamamos um reconhecimento institucional para um dos grandes do século XX galego, a Fundaçom Artábria anuncia que desde hoje mesmo começa umha nova campanha para pedir que o ano 2010, em que se cumpre o 1º centenário do nascimento de Ricardo Carvalho Calero.

Sabemos, porque está mais do que comprovado, que a chamada 'Galicia Oficial' nom gosta do que Carvalho Calero representa para a nossa cultura e para a nossa língua: umha dimensom internacional para umha Galiza em construçom como naçom soberana. Porém, também sabemos que torres maiores caírom e quer a oficialidade actual, quer a que venha, terám que acabar reconhecendo o valor da obra do intelectual ferrolano, galego e universal.

Agradecemos a todas entidades e pessoas que aderírom à campanha que agora damos por concluída, e esperamos contar com todas elas e com mais galegas e galegos para o próximo objectivo: Carvalho, Letras Galegas '10 !!!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Carvalho Letras Galegas'09

ADESONS INDIVIDUAIS

1.- Xabier Dourido Doval (Neda)
2.- Xosé Teixido Vidal (Narom)
3.- Carme Campo Martins (Porrinho)
4.- Bruno Lopes Teixeiro (Ferrol)
5.- Ramiro Vidal Alvarinho (Oleiros)
6.- Ernesto Lopes Dias (Ferrol)
7.- Aida Vasques Varela (Corunha)
8.- Íria Rodrigues Seixo (Fene)
9.- Maria Alvares Rei (Compostela)
10.- Esperanza Rocamonde Igrejas (Compostela)
11.- Maria Garcia Blanco (Lalim)
12.- Luis Iglesias Rodrigues (Lalim)
13.- Erea Estevez Campos (Corunha)
14.- Mª Xosé Abeijom (Corunha)
15.- Narciso Vasques Garcia (Corunha)
16.- Dolores Garcia Fernández (Pontedeume)
17.- Francisco Varela López (Ares)
18.- Xoán Iglesias (Pontedeume)
19.- Arturo Salorio (Pontedeume)
20.- Francisco Martins Rodrigues (Ferrol)
21.- Juan Aguiar (Neda)
22.- Fátima Pita Pérez (Fene)
23.- Manuel Diaz Armentia (Ferrol)
24.- Mercedes Ces Riobóo (Narom)
25.- Jaime Mosquera Moré (Neda)
26.- Paulo Rico Painceiras (Ferrol)
27.- André Pena Rodrigues (Ferrol)
28.- Eduardo Carpente (Pontedeume)
29.- Natividad Grandal Crespo (Narom)
30.- Monica Otero Beceiro (Ferrol)
31.- Estela Iglesias (Ferrol)
32.- Luis Suarez Ruiz (Ferrol)
33.- Luis Pena Mosquera (Viveiro)
34.- Carme López López (Viveiro)
35.- Alfredo Irixoa Neira (Corme)
36.- Rubén Sequeiro López (Ferrol)
37.- Saleta Cundis Fernández (Corunha)
38.- Carlos Garcia Seoane (Ferrol)
39.- Ernesto Espinha Calo (Cambre)
40.- Sofia Arrebola (Cambre)
41.- Fernando Martins Lopes (Narom)
42.- J. Luis Fernández Fernández (Lugo)
43.- Fermin Castro Fernández (Pontedeume)
44.- Oscar Vázquez Rivera (Pontedeume)
45.- Miguel Carpente (Pontedeume)
46.- Ana Vizoso (Pontedeume)
47.- Carmem Otero (Pontedeume)
48.- Monica Santiago (Narom)
49.- Montse Diaz (Narom)
50.- Rafa Odea (Vigo)
51.- Maria Cerdeiro (Arteixo)
52.- Raquel Hermeda (Sam Sadurninho)
53.- Elena Diaz (Neda)
54.- José Luis Cunha González (Ferrol)
55.- Xosé Riveiro (Sada)
56.- Irene Ruiz (Mugardos)
57.- Antón Castro Ferreiro (Pontedeume)
58.- Rosalia Cortizas Leira (Ferrol)
59.- Oscar Fojo Lamas (Ferrol)
60.- José Sanmartim Bouça (Fene)
61.- Miguel Anxo González Garcia (Ferrol)
62.- Mª Isabel Sanles Bacelo (Ferrol)
63.- José Maria Rodriguez Aneiros (Ferrol)
64.- Cristina Corral Campelo (Ferrol)
65.- Cristina Amor Faya (Ordes)
66.- Silvia Amor Faya (Ordes)
67.- Antóm Fortuna Rodriguez (Ferrol)
68.- José Dias Cadaveira (Compostela)
69.- Eliseo Zaera Rios (Ferrol)
70.- Alexandre Carrodeguas Martin (Valdovinho)
71.- Mónica García Pérez (Compostela)
72.- Luz Torrente López (Mugardos)
73.- Xende Lopes Teixeiro (Ferrol)
74.- Carlos Xabier Martinez Louro (Ferrol)
75.- Luis Losada Barros (Ferrol)
76.- Chema Fernández Alonso (Ferrol)
77.- Xosé Luis González Sende (Compostela)
78.- Miguel Garcia (Lira)
79.- Xosé Penabade González (Compostela)
80.- Aurora Rivas Hernández (Ferrol)
81.- Mª Xosé Doce Rey (Ferrol)
82.- Comba Campoy Garcia (Compostela)
83.- Xacobo Castro Torres (Compostela)
84.- Yolanda Diaz (Ferrol)
85.- Andrés Meizoso (Ferrol)
86.- Antonio Romanis (Compostela)
87.- Carlos González Meixide (Corunha)
88.- Carlos Morais Álvares (Compostela)
89.- Oscar Peres Vidal (Narom)
90.- Manuel Pérez Vidal (Narom)
91.- Eva Quintela Fernández (Narom)
92.- Avelino Calvo Romero (Narom)
93.- Cristina Martinez Padin (Narom)
94.- Rocio Doce Teijeiro (Narom)
95.- Alexandre Lois Romero Maseda (Minho)
96.- Álvaro Lamas Banhos (Vigo)
97.- Noa Rios Bergantinhos (Ponte Vedra)
98.- Igor Lugris (Ponferrada)
99.- Jesús Calvo Pita (As Pontes)
100.- Cristina Meizoso Alonso (Ferrol)
101.- Marga Blasco Fernandes (Vigo)
102.- David Filgueiras Cabaleiro (Corunha)
103.- Leandro Lamas Ermida (Neda)
104.- Xosé Tubio Rodríguez (Cambre)
105.- Lucía Rodríguez Cao (Cambre)
106.- Marcos Sebastián Pérez Pena (Neda)
107.- Antonia Teijeiro Losada (Ferrol)
108.- Maurício Castro Lopes (Ferrol)
109.- Maria J. Diaz Pinheiro (Lugo)
110.- Maria Ósorio López (Compostela)
111.- Lucía Leiros Comesaña (Vigo)
112.- Marcelo Rodríguez Acosta (Porrinho)
113.- João Fontenla Figueroa (Lugo)
114.- Vítor Andrade Vasques (Corunha)
115.- Javier López (Barcelona)
116.- José Ramao Garcia Carvalheira (Corunha)
117.- Xosé Constenla Vega (Compostela)
118.- Afonso Mendes Souto (Corunha)
119.- Maria Gomez Diaz (Lugo)
120.- Brais Santomil Cao (Compostela)
121.- Diego Bernal Rico (Corunha)
122.- Joám Peres Lourenço (Compostela)
123.- Roberto Rodriguez Fialmega (Vigo)
124.- Aarom Lopez Rivas (Compostela)
125.- Carlos Barros Gonçalves (Compostela)
126.- Zélia Garcia Parra (Vigo)
127.- Roi Ribeira Becerra (Compostela)
128.- Jéssica Vilas Martinez (Bertamiráns)
129.- Iris Carro González (Bertamiráns)
130.- Miguel Quintáns López (Compostela)
131.- Rubén Melide Romai (Amés)
132.- Adrián Mosquera Pazos (Bertamiráns)
133.- Francisco Pérez Dieguez (Verim)
134.- Dolores Pérez González (Verim)
135.- Xosé Garia López (Padrom)
136.- Joxemari Etxaniz Zorrilla (Compostela)
137.- Santiago Rouco Santos (Compostela)
138.- Miguel Monteagudo Frangueira (Compostela)
139.- Fernando López López (Compostela)
140.- Marta Ramos López (Lugo)
141.- Rosana Valle Yañez(Burela)
142.- César Campos Carvalhude (Compostela)
143.- Manuel Amor Couto (Compostela)
144.- M. Felisa Rodríguez Prado (Compostela)
145.- Carlos González Figueiras (Compostela)
146.- Carmen Villarino Pardo (Compostela)
147.- Carlos Quiroga (Compostela)
148.- Xavier Rodríguez Somoza (Corunha)
149.- Iago Montes Martínez (Ferrol)
150.- André Cerdido Pastor (Ferrol)
151.- Roberto Bouça Orosa (Burela)
152.- Vítor Manuel Lourenço Peres (Ourense)
153.- Manuel Pinheiro Gonzales (Cangas)
154.- Paula Pereira Carreiro (Ponte Vedra)
155.- Manuel Sánchez Díaz (Mos)
156.- Carlos Calvo Varela (Ordes)
157.- Diego Pérez Cordeiro (Moanha)
158.- Santiago Balea Durán (Ponte Vedra)
159.- Gonzalo Corral Hernández (Ponte Vedra)
160.- Antia Marinho Ribadulha (Ponte Vedra)
161.- Andrés Argibay Montes (Ponte Vedra)
162.- Javier Baladrón Pazos (Ponte Vedra)
163.- Jorge Outeiro (Ponte Vedra)
164.- Laura Quintillán (Ponte Vedra)
165.- Odin Suarez Perez (A Lama)
166.- Ivan Varela (Redondela)
167.- Rafael Maqueira Calza (Ponte Vedra)
168.- Anjo Torres Cortiço (Bueu)
169.- Noa Rios Bergantinhos (Ponte Vedra)
170.- Henrique Torres Fernández (Ponte Vedra)
171.- Aarón Silva Sanchez (Ponte Vedra)
172.- Hector Fernández Gandara (Ponte Vedra)
173.- Alfonso Diaz Andrés (Ponte Vedra)
174.- Víctor Vieitez Vidal (Ponte Vedra)
175.- Borja González Castro (Ponte Vedra)
176.- Jorge Outeiro (Ponte Vedra)
177.- David Rodríguez Alonso (Poio)
178.- Fernando Alba Pérez (Combarro)
179.- Adriám Argivai Pedrosa (POnte Vedra)
180.- Ignácio Martinez Martinez (Ponte Vedra)
181.- Alexandre Rios Bergantinhos (Ponte Vedra)
182.- José Miguel Pérez Blecua (Moanha)
183.- Jorge Pérez Blecua (Moanha)
184.- Alejandro Barreiro Pérez (Ponte Vedra)
185.- Sofia Quiñonero Linde (Madrid)
186.- Xaime Cortázar (Ponte Vedra)
187.- Roberto Pérez (Ponte Vedra)
188.- Laura Arjonilla (Corunha)
189.- Diego Santório (Vigo)
190.- Antón Álvarez Sanz (Oleiros)
191.- Eduardo Lorente Andrade (Compostela)
192.- Cilha Lourenço Módia (Corunha)
193.- Alva Martínez Teixeiro (Corunha)
194.- María Luísa Moreda Leirado (Lugo)
195.- Xoán Luís López Viñas (Corunha)
196.- Leticia Eirín García (Corunha)
197.- Carme Fernández Pérez-Sanjulián (Corunha)
198.- Ofelia Río González (Burela)
199.- Águeda María Fernández Villares (Lugo)
200.- Bernal Vilela López(Corunha)
201.- Moisés Castro López (Corunha)
202.- Ana Martins Fernández (Corunha)
203.- Manuel Lourenzo Pérez (Corunha)
204.- Montserrat Modia Olalla (Corunha)
205.- Brandán Lourenzo Modia (Corunha)

Estas som as adesons individuais da campanha feita pola Fundaçom Artábria para que lhe dedicassem o Dia das Letras Galegas 2009 a D.Ricardo Carvalho Calero. Já nom é possível, porque o próximo ano o dia das nossas letras estará dedicado a Ramón Piñeiro. Ainda assi, adire-te a esta campanha para que a R.A.G. se entere da quantidade de gente que está a favor de um Dia das Letras Galegas para D.Ricardo. Para isso, tés de premer aqui e encaminhar um correio com nome e apelidos, bilhete de identidade e localidade. Os dados enviados nom aparecem no momento na listagem de adesons, tés de aguardar muito tempo, mas ao final aparecem.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Vídeo da conferência central do encontro Somando Esforços pola Língua

PGL - No dia 16 de Fevereiro de 2008, o Verbum - Museu das Palavras (Vigo - Galiza), foi palco das jornadas Somando Esforços pola Língua, organizadas pola AGAL. Na sequência dessas jornadas, o professor da EOI de Compostela, Eduardo Sanches Maragoto, deu uma interessante conferência subordinada ao título "Modelo linguístico normalizador e alternativas de sucesso", cujo vídeo damos a conhecer agora.

A palestra do professor Maragoto estivo virada para o modelo de língua, o modelo de correcçom, a própria correcçom lingüística no uso do galego, a dialectizaçom do galego com respeito ao castelhano e, novamente, a utilidade do reintegracionismo nestes aspectos. Muito esclarecedores fôrom os exemplos audiovisiuais analisados, como o modelo de galego utilizado no bem sucedido documentário Línguas Cruzadas.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Elias J. Torres Feijó: «Para que nos serve umha cultura? Sistemas e planificaçom cultural na Galiza»

«Devemos evitar o confronto social-civil para conseguir maior adesom ao carácter vertebrador da língua»

A Esmorga / MDL / PGL - «As comunidades precisam de elementos culturais para funcionar sobre a base da sua coesão social. Nos seus processos e por diferentes mecanismos vão seleccionando aqueles em que se reconhecem com maior facilidade, aceitando ou resistindo propostas, imposições, etc.», assim podemos apresentar a interessante conferência que, subordinada ao título «Para que nos serve umha cultura?: Sistema e planificaçom cultural na Galiza», pronunciará o professor Elias J. Torres Feijó nesta quarta-feira, dia 16 de Abril, no quadro das I Jornadas de Língua em Ourense. Um acto a nom perder que está marcado para as 19h30 na sala 04 do Edifício de Ferro do cámpus universitário da cidade das Burgas.

O vice-reitor da Universidade de Compostela, bem como vice-presidente da Associação Internacional de Lusitanistas, debruçará sobre algumas dessas propostas, imposições, etc. que acabam mesmo por ser interpretadas como inerentes ("essenciais") à (não 'da') comunidade por parte de algumas elites ou grupos.

Segundo Torres Feijó, isto pode empecer as tomadas de decisão para a continuidade da comunidade e a sua coesão e pôr em risco o próprio objectivo que se persegue, ao perder de vista o carácter instrumental desses elementos, fixar uma hierarquia que não se corresponde com os valores e desejos da comunidade ou apresentá-la de modo insatisfatório para um conjunto importante da mesma. «Galiza está numa tessitura destas características. A Galiza actual está numa tessitura importante e está decidindo».

— Para que serve à nossa cidadania a língua galega e a cultura gerada em torno dela?

Para o que ela quiger. Nestes momentos, em termos positivos e para umha maioria ampla, para ter um referente colectivo coesionador simbólico e de vário tipo, lesado pola continuada polémica em torno ao uso público (e, em parte, privado) da mesma; nesse sentido mais minada que outros referentes.

— Que seria preciso para elevar a escassa valorizaçom que regista hoje?

Aumentar a sua utilidade, fazendo a maior parte da cidadania partícipe e responsável do seu mantimento e progresso, desde qualquer posiçom, mesmo do 'nom uso', evitando o confronto social-civil para conseguir maior adesom ao seu carácter vertebrador.

— Que achas em falta tacticamente no movimento nacional galego no que diz respeito da língua e da cultura?

Já responder de modo breve às outras perguntas é custoso; esta mais, ainda que julgo fica respondida na pergunta anterior. Renovo a ideia de tentar evitar a confrontaçom privada e cívica e de reexaminar os objectivos que queremos cumprir e como, fugindo do essencialismo e tentando progredir na adesom social. Julgo que rebaixar a tensom criará mais aderentes ao processo.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Galicia versus Galiza

Num artigo anterior a este falava eu de como tudo que é galego tem necessariamente que ser espanhol; agora venho de dar um passo mais à frente na minha hipótese, e logo de ter feito umas observações que vou partilhar aqui, afirmo que a relação espanhol-galego é muito mais complexa do que eu tinha antecipado e que hoje posso afirmar que... “tudo o que é espanhol é, ou é susceptível de ser, galego” .

Já o afirmava a famosa frase da Galicia Vil “el castellano es tan gallego como el gallego”

Bom, as minhas observações começaram um dia que eu passava por diante duma televisão na que se estava a ver uma série chamada “Padre Casares”. Logo de observar que nem os padres nem os que faziam de gente na série tinham nenhum feitio que eu pudesse identificar como da nossa cultura... mais bem tudo me parecia uma cópia de qualquer outra cousa... fui informada pola minha filha de que a tal série tinha arrancado com os moços do lugar a querer botar um porco (referindo-se a um dos do cortelho, e não a um de duas pernas, como muitos puderam estar a pensar) do campanário em baixo, e com o cura a o evitar...

A mim lembrou-me o porquinho de São António, que ia de porta em porta com um chocalho e cada dia seu vizinho lhe botava de comer... até que estava cevado e então o senhor cura chapava-o... Bom, pois até esse dia, o dia da tal série da TVG, esse de São António era o único porco, dos do cortelho vá, que eu tinha relacionado com a Igreja...

O assunto do campanário também me lembrou ter ouvido que lá na profunda Espanha castelhana há um lugar onde diz que tiram uma cabrita dum campanário em baixo, não sei bem para celebrar que cousa. Eu então compreendi que a tal série da TVG estava a trabalhar no projecto que eu chamo “cultural global” que consiste em conseguir que tudo aquilo que é espanhol seja também galego; e nessa série se demostra que o trabalho se pode fazer não só para o futuro, que parece bem mais fácil, senão que também para o próprio passado... se algo foi espanhol, tem necessariamente que poder ter sido galego...

Se, passados os primeiros escrúpulos, somos capazes de aceitar que nalguma aldeia das nossas alguma vez se pôde ter botado a um bichinho de um campanário em baixo, estaremos mais cerca dessa transformação total... alguns passos já se levam dado nesta direcção... e eu não vou mencionar aqui o que todos bem sabemos e nos está a bater nas ventas mesmo.

E já agora tenho que falar de Pol Pot, que surpreendentemente também aparece numa série da tal TVG, e esse sim que também não é porco nosso, nem mesmo é de muita conhecia. O porco de aqui, o único porco, que até teria pontuado bem alto no “galegómetro” é um que nascera em Ferrol de Si Mesmo, e que por acaso, por ser galego demais, ou tirano demais, não é incluído na série essa das quintas-feiras onde botam o clube dos ditadores infames.

Pois sim, assim é como está tendo lugar a transformação de tudo... e quando algo é galego demais e por tanto com dificuldades para caber dentro da Espanha, pois se elimina e prontos. Por exemplo, os actores que façam de galegos não devem ser (de poder-se evitar) galego-falantes, porque têm demasiado sotaque (apague-me aí ese seseo, hombre de dios, que se le nota a las leguas que es usted de la Cuesta de la Muerte)... Ou como um amigo meu de Lugo que também tem sido mal mirado às vezes na TVG por ter um jeito de falar que parece mais galego do necessário...

Mas tudo isto não foi inventado pola TVG, eles adoptaram esse estilo mas eles não o inventaram; não, isto já vem dos anos dourados de Hollywood, daqueles clássicos onde os índios também não serviam para fazer de índios, e usavam actores brancos tingidos, ou por vezes botavam mão dos mexicanos que dissimulavam algo melhor a cor.

E isto que eu vinha observando desde há algum tempo foi-me confirmado definitivamente polos últimos acontecidos que envolvem a Real Academia Galega e o nome do nosso país; que por ser Galiza um chisco galego demais, e portanto ter dificuldades para poder ser visto como espanhol, pois se reverte o processo e já está; se faz o espanhol ser galego e assunto ressolto... isto é como o conto de Mahoma e montanha.

Depois de assumido isto “Galicia” é tão galega (até haveria que dizer “gallega” para manter a coerência, não é?) como “Galiza”, que diria o outro; e com isso a RAG põe a “puntilla”, que já agora devo dizer que aqui não vai em referência àquelas pontilhas de encaixe com as que nossas mães nos tapavam a cara quando crianças para correr o entroido o dia da mascarada... não, não é isso, isso era antes, foram tempos... aqui “puntilla” refere-se a uma cousa afiada tipo faca pequeneira com a que nesses lugares da Espanha profunda, por ai por onde atiram animais dos campanários em baixo, espetam na cabeça a algum animal nalgum de seus rituais, e é bom nós irmos-nos acostumando a esse instrumentinho, pois algum dia, como tudo, por força, terá de ser galego.

http://www.vieiros.com/opinions/opinion/462/galicia-versus-galiza

A ideologia debaixo da língua

Há poucos dias, a intervençom da ministra espanhola da Igualdade, utilizando numha comissom parlamentar, segundo depois explicou, por lapsus linguae, a forma ‘membra’ como feminino de ‘membro’, provocou a reacçom imediata e unánime da masculinidade ferida polo que nalgum meio chegárom a qualificar de ‘maltrato ao idioma’.

Nem simpatizo com o PSOE, nem me preocupa especialmente a saúde do espanhol, mas sim me parece digna de comentário essa reacçom quase unánime, que juntou no mesmo coro de agravados algum deputado do PSOE como Alfonso Guerra, jornalistas como Pedro J. Ramírez e académicos ‘de la lengua’ como Gregorio Salvador.

O primeiro –Alfonso Guerra– pediu que se deixasse “viver sozinha” a língua espanhola, evitando impor critérios elitistas à sociedade. Curiosa pretensom dirigida à língua que detém a oficialidade obrigatória em todo o Estado, contando com um potente aparelho institucional como sustento, e que goza de muitos milhons de euros anuais dedicados à promoçom internacional através, por exemplo, do Instituto Cervantes.

Por seu turno, Gregorio Salvador, filólogo e membro da Real Academia Española (RAE), mais partidário do ‘intervencionismo’ em matéria lingüística, aproveitou também a polémica para pedir, literalmente, que o governo espanhol se deixe de “brincadeiras de mau gosto, e se ocupe de resolver problemas de desiguladade preocupantes que há em Espanha, como as dificuldades que tenhem os pais em algumhas comunidades para que os filhos estudem castelhano”.

E quanto ao presidente do jornal conservador El Mundo, Pedro J. Ramírez, praticou o velho recurso da reduçom ao absurdo, na tertúlia radiofónica em que participa, mostrando umha grande sensibilidade com a integridade do idioma espanhol e ridicularizando as pretensons igualitárias em matéria de usos lingüísticos.

Contra as idealistas pretensons de quem defende qualquer língua como essência alheia ao meio social que lhe dá vida, já nos anos vinte do século XX, um lingüista marxista da Rússia soviética formulou um princípio incontornável na análise objectiva da realidade social das línguas: o signo lingüístico é, por definiçom, ideológico.

Com efeito, Mikhail Bakhtin, um dos grandes da ciência lingüística do passado século, descreveu como qualquer formulaçom lingüística, desde que constitui umha representaçom da realidade e nom a realidade mesma, supom por definiçom umha projecçom influída por quem cria o discurso e polas condiçons em que se produz. Anteriormente, alguns antropólogos decimonónicos defenderam o contrário: que eram as línguas que determinavam as culturas, o pensamento e a visom do mundo das pessoas e dos povos.

Hoje sabemos que as línguas som, com efeito, produtos sociais, materializaçons do pensamento e das ideias confrontadas no palco social da comunicaçom, submetidas portanto ao filtro ideológico e aos valores dominantes de cada comunidade lingüística: ao contrário do que afirma o referido deputado jacobino do PSOE, as línguas nom podem “viver sozinhas”, porque dependem das pessoas, dos grupos e das formaçons sociais que as recriam continuamente, inclusive em ámbitos em que nom existe conflito lingüístico como o que corresponde à sociedade em que vive Alfonso Guerra.

Os que, como ele, como Gregorio Salvador ou como Pedro J. Ramírez, clamam em defesa das tábuas da lei da gramaticalidade, como se essas nom fossem também produto de umha concepçom social concreta, abrigam umha concepçom classista e sexista própria das elites que vetárom, em nome da ‘ordem natural das cousas’, o acesso das mulheres ao sufrágio. As mesmas ideias que ainda servem para vetar, por exemplo, a integraçom da populaçom cigana nos bairros das cidades galegas.

Nom sei se no futuro o espanhol, o catalám ou o galego-português irám habilitar, concretamente, um feminino da forma ‘membro’, certamente anti-etimológica e percebida como malsoante, critério estético e como tal mais subjectivo do que objectivo. Sei é que outras formas também contrárias às leis da lingüística assepticamente machista fôrom já habilitadas com sucesso, violentando os bons costumes académicos e o machismo oculto sob a pele do gramático. Ou como se explica, entom, a correcçom actual de substantivos como ‘presidenta’ e ‘juíza’, entre outros muitos até há poucos anos excluídos dos padrons de qualquer das línguas referidas, com base em critérios gramaticalistas?

As línguas som património exclusivo das sociedades humanas e nom entes alheios ou com vida própria para além de aquilo que os grupos sociais determinarem em cada altura histórica. Sendo tam necessário banir as flagrantes discriminaçons de que som alvo diferentes colectivos sociais por razom de sexo, de raça, de classe ou de procedência, as línguas nom podem ficar à margem desse combate pola igualdade e pola justiça, em nome de reaccionários purismos académicos. E, ainda menos, servir de álibi para quem só quer perpetuar as dominaçons subjacentes a cada uso lingüístico discriminatório.

http://www.vieiros.com/opinions/opinion/460/a-ideologia-debaixo-da-lingua

Maurício Castro

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